Li recentemente que "um palpite, é parte de uma sensação. É um misterioso pedacinho de alguma coisa que não chega a ser conhecimento: um evento mental que experimenta algo semelhante a conhecimento, mas não o sente totalmente confiável."
Cito aqui, parte da obra entitulada Axiomas de Zurique, onde o Dr. Eugene Gendin, um psicólogo da Universidade de Chicago que passou anos estudando o assunto, afirma que saber algo sem sabermos como o sabemos é experiência humana comum. Ele chama a atenção para o fato de que, diariamente, absorvemos quantidades colossais de informação - muitíssimo mais do que somos capazes de arquivar no consciente, a fim de recuperar sob forma de discretos retalhos de informação. A maior parte vai para algum reservatório logo abaixo ou atrás do nível consciente.
Por exemplo, pense em algum homem ou mulher que tenha desempenhado papel importante na sua vida. Essa pessoa não retorna sob forma de discretos detalhes de informação - cabelos castanhos, olhos azuis, gosta de comida chinesa etc. Ao longo dos anos, você arquivou milhões desses detalhes, muito mais do que seria capaz de listar numa vida inteira. Em vez de retornar em retalhos de informação, a pessoa chega inteira, integral. Tudo que você sabe e sente sobre ela, tudo que você algum dia pensou, sentiu ou experimentou em relação a essa pessoa vem de uma vez, misteriosamente extraído do colossal arquivo do quase-não-conhecimento. Imagine topar com essa pessoa na rua. Instantaneamente, você sabe de quem se trata. Sem qualquer pensamento a nível consciente, você reage de maneira adequada. Contudo, se lhe perguntassem como reconhece essa pessoa, quais, exatamente, os indícios que o levam a reconhecê-la - o desenho do nariz? o jeito de andar? -, você não saberia responder. Sabe que conhece a pessoa, mas não sabe como.
É disto que são feitos os palpites. Você sabe quando um palpite é bom, mas não sabe como sabe.
Me utilizei de toda essa informação para fazer um paralelo às escolhas que fazemos em nossas vidas. Ou seja, devemos ter bastante atenção àqueles momentos onde os bons palpites surgem. Pois ser sensível o suficiente para acreditar neles muito provavelmente nos dará motivos para muitos sorrisos. E a alegria é algo que transforma as nossas vidas. Não é à toa que ela é extremamente cobiçada. Portanto, perceba que, quando tiver um bom palpite de que sua vida chegou no momento que você esperava, você terá que tomar uma decisão. Positividade a cada um de vocês.
Utilizando, portanto, o conceito:
Uma certa forma de ser feliz.
Do que tive oportunidade de viver,
não imaginei que um dia seria assim,
chegaste de leve, como a brisa ao jasmim,
ganhaste espaço importante em mim,
como poeta algum poderia descrever.
Parei então na tentativa de entender,
todo o bem que o teu sorriso me faz,
imaginando eu que seria capaz,
de compreender como tu faz,
pra, sem muito esforço, eu me render.
Foi então que acabei por perceber,
que me rendo ao teu olhar,
que o tempo para pra nos contemplar,
e que faz questão de nos cortejar,
cúmplice do que estamos a viver.
Sejamos felizes então,
sem o receio dos que passam sem amor,
pois o que é belo jamais causa dor,
é assim que vive-se o esplendor,
entregando mente, alma e coração.