terça-feira, 18 de junho de 2013

Um certo pensamento contemporâneo. #OGiganteAcordou

Em tempos de movimentações populares, realizadas por um povo enfim disposto, que reivindicam direitos básicos há muito esquecidos pelos dirigentes da nação... um texto que escrevi um certo dia, num lugar qualquer, que quase completa seu primeiro aniversário, merece ser exposto:

Cá com meu botões, ponderando e divagando sobre as possibilidades do mundo moderno, sou grato pela interatividade tecnológica que vivencio. Pois crítica, colaborativa e por assim traduzir-se - vide a ascensão - socialmente (dada a participação cada vez mais massiva da população mundial em movimentos e manifestações em prol de um planeta mais igualitário), enfim posso vislumbrar a tão conhecida e desejável justiça que há tanto norteia quase que utópicamente as atitudes e sentimentos de muitos na humanidade.

Façamo-nos sermos ouvidos! Saiamos às ruas!


domingo, 2 de junho de 2013

Li recentemente que "um palpite, é parte de uma sensação. É um misterioso pedacinho de alguma coisa que não chega a ser conhecimento: um evento mental que experimenta algo semelhante a conhecimento, mas não o sente totalmente confiável."

Cito aqui, parte da obra entitulada Axiomas de Zurique, onde o Dr. Eugene Gendin, um psicólogo da Universidade de Chicago que passou anos estudando o assunto, afirma que saber algo sem sabermos como o sabemos é experiência humana comum. Ele chama a atenção para o fato de que, diariamente, absorvemos quantidades colossais de informação - muitíssimo mais do que somos capazes de arquivar no consciente, a fim de recuperar sob forma de discretos retalhos de informação. A maior parte vai para algum reservatório logo abaixo ou atrás do nível consciente.

Por exemplo, pense em algum homem ou mulher que tenha desempenhado papel importante na sua vida. Essa pessoa não retorna sob forma de discretos detalhes de informação - cabelos castanhos, olhos azuis, gosta de comida chinesa etc. Ao longo dos anos, você arquivou milhões desses detalhes, muito mais do que seria capaz de listar numa vida inteira. Em vez de retornar em retalhos de informação, a pessoa chega inteira, integral. Tudo que você sabe e sente sobre ela, tudo que você algum dia pensou, sentiu ou experimentou em relação a essa pessoa vem de uma vez, misteriosamente extraído do colossal arquivo do quase-não-conhecimento. Imagine topar com essa pessoa na rua. Instantaneamente, você sabe de quem se trata. Sem qualquer pensamento a nível consciente, você reage de maneira adequada. Contudo, se lhe perguntassem como reconhece essa pessoa, quais, exatamente, os indícios que o levam a reconhecê-la - o desenho do nariz? o jeito de andar? -, você não saberia responder. Sabe que conhece a pessoa, mas não sabe como.

É disto que são feitos os palpites. Você sabe quando um palpite é bom, mas não sabe como sabe.

Me utilizei de toda essa informação para fazer um paralelo às escolhas que fazemos em nossas vidas. Ou seja, devemos ter bastante atenção àqueles momentos onde os bons palpites surgem. Pois ser sensível o suficiente para acreditar neles muito provavelmente nos dará motivos para muitos sorrisos. E a alegria é algo que transforma as nossas vidas. Não é à toa que ela é extremamente cobiçada. Portanto, perceba que, quando tiver um bom palpite de que sua vida chegou no momento que você esperava, você terá que tomar uma decisão. Positividade a cada um de vocês.


Utilizando, portanto, o conceito:

Uma certa forma de ser feliz. 

Do que tive oportunidade de viver,
não imaginei que um dia seria assim,
chegaste de leve, como a brisa ao jasmim,
ganhaste espaço importante em mim,
como poeta algum poderia descrever.
Parei então na tentativa de entender,
todo o bem que o teu sorriso me faz,
imaginando eu que seria capaz,
de compreender como tu faz,
pra, sem muito esforço, eu me render.
Foi então que acabei por perceber,
que me rendo ao teu olhar,
que o tempo para pra nos contemplar,
e que faz questão de nos cortejar,
cúmplice do que estamos a viver.
Sejamos felizes então,
sem o receio dos que passam sem amor,
pois o que é belo jamais causa dor,
é assim que vive-se o esplendor,
entregando mente, alma e coração.

domingo, 5 de maio de 2013

Definição

A definição de nós por nós mesmos é mais importante do que a comprovação de que somos capazes de atender aos anseios alheios. Ter convicção sobre o que pensamos à respeito de como as coisas funcionam ao nosso redor ajuda a desenvolver o ponto de vista, a melhorar o conhecimento e a não nos precipitarmos ao julgarmos algo. Porém, tão importante como definirmos nossa percepção sobre a vida é compreendermos que iremos dividi-la com várias pessoas, e para que essa experiência seja saudável, devemos aprender a respeitar cada uma dessas pessoas na plenitude de suas percepções. Pois todos somos moldados pelas experiências que vivemos, e por ser assim, todos temos algo em comum: o desejo de contarmos nossas histórias e de nos orgulharmos do quanto aprendemos ao longo do caminho.

E como todo bom caminho, percebam: este momento, é mais uma parte.

"Ilustrando", portanto:

Eu...

Sou uma parte dos exemplos que tive,
de todos os minutos com meus genitores,
que além de peças fundamentais, se fizeram atores,
mestres na arte do conselho e de ensinar como se vive.
Sou também parte dos meus amigos,
dos presentes e dos que infelizmente partiram,
das suas qualidades e dos seus defeitos (que às vezes me irritam),
mas que ainda assim me mostram como superar os conflitos.

Sou parte de tudo o que observo e do que acredito,
um pouco de minha arte, de música, de medo,
sou parte carne, outra sonho, e noutra... segredo,
aprendo com minhas vitórias e principalmente com meus erros,
sou parte ganância, parte humildade, parte desejo,
sou adulto, criança, em parte silêncio e noutra... grito.

Sou parte das palavras que escuto por aí a esmo,
parte das minhas vitórias e também dos meus erros,
parte de uma noite mal dormida em cama n'outrora macia,
um pouco de fragilidade regada à doses de agonia,
parte d'uma tarde de calor ou d'outra noite fria,
parte dos desconhecidos e parte da família,
mas em essência nada mais sou do que completamente eu mesmo.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fale, Cale, Viva


É inconcebível  imaginarmos que as situações na vida, planejadas ou não,  podem não nos surpreender. Daí a importância da interpretação cuidadosa do que vem a ser o positivo e o negativo decorrentes dessas situações.
Isso porque nada é tão ruim que não tenha algo de bom para ensinar, e vice versa.  Podemos sorrir ou chorar e isso pode ter significado totalmente antagônico ao significado natural de cada uma dessas reações. Ou seja, o que é relevante é a forma que escolhemos para lidar com cada momento de nossas vidas. Isso nos influenciará forte e diretamente. Moldará nosso caráter, fundamentará nossos pensamentos e caracterizará nossas reações. 

Em sendo assim, uma discussão correlata poder ser feita aqui. Como criar momentos? 

Se faz crucial entender o poder das palavras - ou da falta delas. Isso porque, é preciso ter e compreender a sensibilidade do falar e do calar. O falar, aliado à um bom caráter e ao senso de oportunidade, é uma especificidade presente em somente algumas personalidades e pode ser o grande responsável pelos melhores momentos de sua vida. Mas não um falar de caráter "político", não um "falar por falar'. Aqui se discute o falar que traduz o olhar. É através da comunicação, e do seu entendimento de transparência, que você se expõe, cria laços e é exatamente com essa atitude que você mostra o que há de melhor em você, sua essência. E, dependendo do que se crie a partir desse primeiro momento, dos vínculos formados, a confiança vem, e com ela, o momento no qual você passará a ser um porto seguro. Daí, talvez você tenha que fazer-se presente de uma outra forma extremamente importante e, por vezes, até mais complexa... utilizando o calar.
Complexa porque abster-se de toda e qualquer vontade de expressar algo, em prol de ter serenidade para ouvir, não é o comum. O calar exige respeito, humildade, atenção, sintonia, doação. Justamente por isso, ele também é de suma importância na vida. Assim como o falar, ele te proporcionará os momentos pelos quais você sorrirá sozinho, mesmo em meio à uma multidão. Ele te fará devanear, sorrir, e motivará ainda mais o seu falar. Nesse momento você passará a entender algo que é invejado por muitos, a felicidade.

Portanto, fale, cale, viva.

E por falar nisso:

Teu olhar.

Quem dera um pudesse entender,
como estar presente e não notar,
todo o sublime e pacato prazer,
que brota da essência do teu olhar.
É como ser capaz de perceber,
o infinito, discreto, poder do luar,
que consegue, com pouco, enaltecer,
tua beleza... ao mais alto patamar.
Quem dera então eu pudesse escrever,
até meu corpo não mais agüentar,
um incontido esforço a fim de transparecer,
o imenso esplendor do encanto desse olhar. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Coincidência

Coincidência, é tudo que qualquer coisa é. Pura coincidência.

Ao longo do tempo percebemos que fatores como a sorte, por exemplo, acabam tendo uma maior reincidência no cotidiano das pessoas que conseguem utilizar seu tempo de forma proativa. Ou seja, esforce-se para trilhar o melhor caminho em sua própria história. Envolva-se com o que gosta e desenvolva-se.

Trabalhe suas certezas ao longo do caminho visando ser sábio o suficiente para usa-las no momento em que as coincidências necessitarem. 

E pra hoje, um devaneio à respeito, justamente, de atitude, disponibilidade, percepção e persistência:


Lápis e Papel

Pensar em escritores não traz o texto ao papel. É preciso pegar o lápis e se dispor a escrever. É assim que toda história é registrada. A sistemática é a mesma com a música, com a dança, com a vida. Os ciclos existem com um propósito, e de propósito deve ser preenchido cada novo ciclo. A percepção de qual ciclo deve durar se faz necessária para que possamos desfrutar dos prazeres e desprazeres o tempo adequado. Ter em mente que o aprendizado contínuo converge na evolução constante nos leva à compreensão de que, para que os referidos propósitos existam, é necessário ter atitude. A disponibilidade e a persistência são mais que meras e absolutas características. São combustíveis, catalisadores. De vez em quando coração e mente se abrem ao mesmo tempo, e aí, o brilho se faz presente. E a real beleza deste fato, é compreender que este é um belo ciclo.  Porque pensar em escritores não traz o texto ao papel. É preciso pegar o lápis e se dispor a escrever.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em contraposição

Contrapondo o ponto final, há de se ter ciência - de se convir - que se faz necessário (e me atrevo a dizer: sempre) utilizar-se das reticências. Sejam elas resgatadas ou atualmente criadas. Isso porque são elas (...) que nos inspiram. Só é preciso ser sensível à perceber a maravilha das oportunidades.

Em se falando, portanto, em oportunidades, retomo o devaneio de um outro dia e afirmo que para podermos aproveita-las devemos nos utilizar de alguns aspectos: Razão, Sensibilidade e Persuasão. Embora me utilize hoje dos 3 aspectos, hei de concordar com um amigo (não vou expor pois não solicitei a permissão, rsrs): 51% de Sensibilidade.


Há sempre algo pelo qual nos regozijamos, a minhas razões são simples: A maravilha de poder recomeçar, a delícia de poder tomar um bom café, e o prazer das boas companhias.


Uma boa semana à todos nós!

...

Como é capaz de haver,
em teus olhos tamanha beleza,
fontes infindas de sublime pureza,
ternura, magia e leveza,
enaltecendo com uma certa clareza,
o íntimo do teu ser?

Dificilmente tu não serias notada,
há em ti algo além do superficial,
o brilho nos olhos que se faz essencial,
que torna o simples simplesmente fenomenal,
que inebria sem esforço, se firma sem endosso e ao final,
te mostra, te traduz e te faz ser lembrada.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Iniciando com um devaneio.

Em uma data hoje irrelevante, peguei-me pronto, disposto, a escrever sobre uma realidade, então imaginada, que hoje não se faz mais uma referência cronológica. Contudo, sendo ainda, mesmo que vaga... consistente por ter sido marcante ao ponto de motivar-me a escrever, julgo que seja ela, uma dentre outras razões (e por isso merece ser posta em caráter inaugural), de eu ter decidido tornar-me uma outra figura presente neste universo que transcende a escrita cercada grafite, folhas e alvenaria.

Portanto, queridos(as)...:


Um "Devaneio"


Como me por a falar de alguém que simplesmente admiro, não conheço a fundo? Bom, posso começar pelo fato de tu ser deslumbrante. Deslumbrante não somente em tua beleza facilmente percebida, mas em teu encanto, em tua capacidade de, despercebidamente, mostrar-te imponente na arte de fazer-te presente em meus pensamentos.

Ah, os meus pensamentos. Esse doce tormento de estar te querendo e ter de conter-me te observando, imaginando-me te abraçando, aqui, no meu canto, te desejando em meus momentos. Momentos que imagino infindos, repletos de ternura e carinho, contigo junto a mim, numa hora... realizada e completa, n'outrora... pacata, carente de sentir-se minha, olhando-me, buscando-me, sempre sorrindo. E eu, correndo estou vindo, sobrecarregado de atenção e apego, pasmo com a deliciosa curiosidade de sentir a imensurável ternura da prova do teu beijo, encantador e arrematador de todo o sentimento que vejo, que imagino ser único e perfeito em seu lampejo, assim como o é, todo o esboço de desejo, que surge em minh'alma sempre que em minha mente te concebo.

Tudo isso me veio para te falar de vontade, da ânsia por tua companhia, pouco importando se se faz noite ou ainda é dia, uma vez que o que sobressai é o sentimento que me bate. Bate como eu bateria a tua porta, buscando sobre o teu teto, o meu abrigo, em teu colo enaltecer a libido, ser o teu bem mais querido, que está ao teu lado desde agora.