segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fale, Cale, Viva


É inconcebível  imaginarmos que as situações na vida, planejadas ou não,  podem não nos surpreender. Daí a importância da interpretação cuidadosa do que vem a ser o positivo e o negativo decorrentes dessas situações.
Isso porque nada é tão ruim que não tenha algo de bom para ensinar, e vice versa.  Podemos sorrir ou chorar e isso pode ter significado totalmente antagônico ao significado natural de cada uma dessas reações. Ou seja, o que é relevante é a forma que escolhemos para lidar com cada momento de nossas vidas. Isso nos influenciará forte e diretamente. Moldará nosso caráter, fundamentará nossos pensamentos e caracterizará nossas reações. 

Em sendo assim, uma discussão correlata poder ser feita aqui. Como criar momentos? 

Se faz crucial entender o poder das palavras - ou da falta delas. Isso porque, é preciso ter e compreender a sensibilidade do falar e do calar. O falar, aliado à um bom caráter e ao senso de oportunidade, é uma especificidade presente em somente algumas personalidades e pode ser o grande responsável pelos melhores momentos de sua vida. Mas não um falar de caráter "político", não um "falar por falar'. Aqui se discute o falar que traduz o olhar. É através da comunicação, e do seu entendimento de transparência, que você se expõe, cria laços e é exatamente com essa atitude que você mostra o que há de melhor em você, sua essência. E, dependendo do que se crie a partir desse primeiro momento, dos vínculos formados, a confiança vem, e com ela, o momento no qual você passará a ser um porto seguro. Daí, talvez você tenha que fazer-se presente de uma outra forma extremamente importante e, por vezes, até mais complexa... utilizando o calar.
Complexa porque abster-se de toda e qualquer vontade de expressar algo, em prol de ter serenidade para ouvir, não é o comum. O calar exige respeito, humildade, atenção, sintonia, doação. Justamente por isso, ele também é de suma importância na vida. Assim como o falar, ele te proporcionará os momentos pelos quais você sorrirá sozinho, mesmo em meio à uma multidão. Ele te fará devanear, sorrir, e motivará ainda mais o seu falar. Nesse momento você passará a entender algo que é invejado por muitos, a felicidade.

Portanto, fale, cale, viva.

E por falar nisso:

Teu olhar.

Quem dera um pudesse entender,
como estar presente e não notar,
todo o sublime e pacato prazer,
que brota da essência do teu olhar.
É como ser capaz de perceber,
o infinito, discreto, poder do luar,
que consegue, com pouco, enaltecer,
tua beleza... ao mais alto patamar.
Quem dera então eu pudesse escrever,
até meu corpo não mais agüentar,
um incontido esforço a fim de transparecer,
o imenso esplendor do encanto desse olhar. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Coincidência

Coincidência, é tudo que qualquer coisa é. Pura coincidência.

Ao longo do tempo percebemos que fatores como a sorte, por exemplo, acabam tendo uma maior reincidência no cotidiano das pessoas que conseguem utilizar seu tempo de forma proativa. Ou seja, esforce-se para trilhar o melhor caminho em sua própria história. Envolva-se com o que gosta e desenvolva-se.

Trabalhe suas certezas ao longo do caminho visando ser sábio o suficiente para usa-las no momento em que as coincidências necessitarem. 

E pra hoje, um devaneio à respeito, justamente, de atitude, disponibilidade, percepção e persistência:


Lápis e Papel

Pensar em escritores não traz o texto ao papel. É preciso pegar o lápis e se dispor a escrever. É assim que toda história é registrada. A sistemática é a mesma com a música, com a dança, com a vida. Os ciclos existem com um propósito, e de propósito deve ser preenchido cada novo ciclo. A percepção de qual ciclo deve durar se faz necessária para que possamos desfrutar dos prazeres e desprazeres o tempo adequado. Ter em mente que o aprendizado contínuo converge na evolução constante nos leva à compreensão de que, para que os referidos propósitos existam, é necessário ter atitude. A disponibilidade e a persistência são mais que meras e absolutas características. São combustíveis, catalisadores. De vez em quando coração e mente se abrem ao mesmo tempo, e aí, o brilho se faz presente. E a real beleza deste fato, é compreender que este é um belo ciclo.  Porque pensar em escritores não traz o texto ao papel. É preciso pegar o lápis e se dispor a escrever.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em contraposição

Contrapondo o ponto final, há de se ter ciência - de se convir - que se faz necessário (e me atrevo a dizer: sempre) utilizar-se das reticências. Sejam elas resgatadas ou atualmente criadas. Isso porque são elas (...) que nos inspiram. Só é preciso ser sensível à perceber a maravilha das oportunidades.

Em se falando, portanto, em oportunidades, retomo o devaneio de um outro dia e afirmo que para podermos aproveita-las devemos nos utilizar de alguns aspectos: Razão, Sensibilidade e Persuasão. Embora me utilize hoje dos 3 aspectos, hei de concordar com um amigo (não vou expor pois não solicitei a permissão, rsrs): 51% de Sensibilidade.


Há sempre algo pelo qual nos regozijamos, a minhas razões são simples: A maravilha de poder recomeçar, a delícia de poder tomar um bom café, e o prazer das boas companhias.


Uma boa semana à todos nós!

...

Como é capaz de haver,
em teus olhos tamanha beleza,
fontes infindas de sublime pureza,
ternura, magia e leveza,
enaltecendo com uma certa clareza,
o íntimo do teu ser?

Dificilmente tu não serias notada,
há em ti algo além do superficial,
o brilho nos olhos que se faz essencial,
que torna o simples simplesmente fenomenal,
que inebria sem esforço, se firma sem endosso e ao final,
te mostra, te traduz e te faz ser lembrada.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Iniciando com um devaneio.

Em uma data hoje irrelevante, peguei-me pronto, disposto, a escrever sobre uma realidade, então imaginada, que hoje não se faz mais uma referência cronológica. Contudo, sendo ainda, mesmo que vaga... consistente por ter sido marcante ao ponto de motivar-me a escrever, julgo que seja ela, uma dentre outras razões (e por isso merece ser posta em caráter inaugural), de eu ter decidido tornar-me uma outra figura presente neste universo que transcende a escrita cercada grafite, folhas e alvenaria.

Portanto, queridos(as)...:


Um "Devaneio"


Como me por a falar de alguém que simplesmente admiro, não conheço a fundo? Bom, posso começar pelo fato de tu ser deslumbrante. Deslumbrante não somente em tua beleza facilmente percebida, mas em teu encanto, em tua capacidade de, despercebidamente, mostrar-te imponente na arte de fazer-te presente em meus pensamentos.

Ah, os meus pensamentos. Esse doce tormento de estar te querendo e ter de conter-me te observando, imaginando-me te abraçando, aqui, no meu canto, te desejando em meus momentos. Momentos que imagino infindos, repletos de ternura e carinho, contigo junto a mim, numa hora... realizada e completa, n'outrora... pacata, carente de sentir-se minha, olhando-me, buscando-me, sempre sorrindo. E eu, correndo estou vindo, sobrecarregado de atenção e apego, pasmo com a deliciosa curiosidade de sentir a imensurável ternura da prova do teu beijo, encantador e arrematador de todo o sentimento que vejo, que imagino ser único e perfeito em seu lampejo, assim como o é, todo o esboço de desejo, que surge em minh'alma sempre que em minha mente te concebo.

Tudo isso me veio para te falar de vontade, da ânsia por tua companhia, pouco importando se se faz noite ou ainda é dia, uma vez que o que sobressai é o sentimento que me bate. Bate como eu bateria a tua porta, buscando sobre o teu teto, o meu abrigo, em teu colo enaltecer a libido, ser o teu bem mais querido, que está ao teu lado desde agora.